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Mostrando postagens de dezembro, 2021

As almas do povo negro, de W.E.B. Du Bois

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  Olá, povo pan-africano! Hoje trazemos a terceira sugestão dentre as leituras incontornáveis para a formação de uma cidadania pan-africana, alias, com relação ao tema central do nosso esforço, o autor que trazemos hoje é o pioneiro, por que não dizer, o criador do conceito de pan-africanismo na forma sob a qual identificamos os ingredientes únicos necessários à tarefa de dar contorno à trajetória do indivíduo afrodiaspórico rumo a uma independência efetiva e a conquista do respeito à sua história e sua identidade. Vale ressaltar que o  Dr. William Edward Burghardt Du Bois ( Great Barrington ,  23 de fevereiro  de 1868 —  Acra ,  27 de agosto  de  1963 ) é mais conhecido como "W. E. B. Du Bois”, uma espécie de acrônimo com o qual se tornou uma referência pivotal à toda uma militância global pan-africanista. W.E.B. Du Bois foi sociólogo, historiador, ativista pelos direitos civis e o pioneiro do Pan-Africanismo.  Nascido ...

Lélia Gonzalez e o “Lugar de negro”

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Olá, povo pan-africano! Hoje trazemos a segunda sugestão dentre as leituras incontornáveis para a edificação da oficina de cidadania pan-africana, necessária, reitero, para a construção de uma identidade dentro de uma conjuntura social adversa e, por que não dizer, hostil ao povo de cor. Aproveitamos a mesma oportunidade para trazer a primeira contribuinte mulher dentro da nossa proposta de indicação das acima referidas leituras. Hoje viemos para mencionar Lélia Gonzalez na medida (melhor seria dizer na desmedida), a imensurável importância da sua militância na perspectiva de  'alerta' do tipo ‘ nêgo abre do teu olho’ e se posicione em relação a construção falaciosa de uma “sociedade brasileira racialmente democrática e inclusiva ...” Lélia de Almeida Gonzalez foi uma intelectual negra, política, professora, historiadora e antropóloga brasileira, nascida em Belo Horizonte, em 1º de fevereiro de 1935. Autora de livros e diversos artigos, Lélia foi uma das fundadoras d...

Leituras e Construção de uma cidadania afrodescendente

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  Pedindo o Favor de Exu, para dar início a uma série de abordagens, que julgo procedentes na direção da formação da cidadania afrodescendente. Lembro que durante a minha infância, um tempo de pobreza material normalizada pelo racismo, sonhei em um dia me tornar um advogado. Era com eu via a imagem de alguém que se tornou repositório do respeito de todos os membros da sociedade de entono. Ao revelar esse projeto para as pessoas mais próximas era brindado com o descrédito ou melhor, com a desconfiança de que não estivesse “falando sério”. No primeiro momento, provavelmente, pela inexperiência característica da tenra idade, não percebia explicitamente essa reação nas pessoas e seguia sonhando. Ao terminar meus estudos secundários, já testado pelo racismo explicito e ao demonstrar que prosseguia sonhando com meu projeto de ser alguém a quem a sociedade prestasse respeito para além da minha pele preta, era paulatinamente escrutinado sobre o que faria em seguida, visto que par...